Papel não é burocracia — é proteção
Quando o assunto é investir em empresa, a frase "depois eu te mando os documentos" deveria encerrar a conversa. Sem documentação, não há investimento. Período.
Documentos fiscais
- Certidão Negativa de Débitos Federal (regularidade com a Receita)
- Certidão Negativa Estadual (ICMS)
- Certidão Negativa Municipal (ISS e tributos locais)
- Comprovantes de recolhimento dos últimos meses
Documentos trabalhistas
- Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT)
- Certificado de Regularidade do FGTS (CRF)
- Comprovantes de pagamento de salários e encargos
Documentos jurídicos
- Contrato social atualizado e suas alterações
- Alvará de funcionamento e licenças (vigilância sanitária, bombeiros, ambiental quando aplicável)
- Consulta de processos judiciais contra a empresa e os sócios
- Contratos relevantes (fornecedores, clientes, aluguel)
Documentos financeiros
- Demonstrações de resultado dos últimos 12 meses (ou pelo menos 6)
- Extratos bancários que comprovem o faturamento
- Relação de dívidas (empréstimos, financiamentos, parcelamentos)
- Fluxo de caixa projetado para os próximos meses
O contrato de participação
Além dos documentos da empresa, o contrato do investimento precisa conter:
- Identificação completa das partes
- Valor do aporte e forma de pagamento
- Percentual de participação nos resultados
- Periodicidade e forma da prestação de contas
- Prazo da sociedade e hipóteses de saída
- O que acontece em caso de prejuízo
- Foro para solução de conflitos
E se algum documento estiver pendente?
Nem toda pendência é motivo para desistir — uma certidão vencida se resolve em dias. O que não pode existir é omissão: o empreendedor precisa explicar cada pendência e apresentar um prazo de regularização. Silêncio ou enrolação? Pule para o próximo negócio.
Guarde tudo
Arquive cópias de todos os documentos e do contrato assinado. Se um dia precisar comprovar algo (inclusive em juízo), você terá o histórico completo.